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Câmara instala comissão especial para analisar reforma administrativa

Após passar pelo colegiado, proposta irá a Plenário, onde precisa de 308 votos para ser aprovada

A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (9) uma comissão especial para analisar a proposta de emenda à Constituição da Reforma Administrativa, a PEC 32/2020. O deputado Fernando Monteiro (PP/PE) será o presidente do colegiado e o parlamentar Arthur Oliveira Maia (DEM/BA) o relator do texto.

De agora em diante, o relator tem 40 sessões da Casa para proferir o seu parecer sobre a matéria. Os deputados que quiserem apresentar emendas têm o prazo de dez sessões para isso, contadas a partir desta quinta-feira (10). Após análise na comissão especial, o texto vai à votação no Plenário da Casa, em dois turnos. Para ser aprovada, a matéria precisa de, ao menos, 308 votos favoráveis dos 513 deputados.

Encaminhada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em setembro do ano passado, a PEC 32/2020 visa reformar o serviço público no Brasil. Entre outras coisas, a proposta estabelece cinco novos tipos de vínculos para os servidores, com garantia de estabilidade apenas para as carreiras típicas de Estado; proíbe férias superiores a 30 dias e a aposentadoria compulsória como modalidade de punição.

O texto não atinge os atuais funcionários públicos.

Principais pontos

A reforma administrativa enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional restringe a estabilidade no serviço público e cria cinco tipos de vínculos com o Estado. Pelos termos da proposta, a estabilidade vai ficar restrita a servidores ocupantes de cargos típicos de Estado. Mesmo assim, a demissão será possível após decisão judicial de órgão colegiado. Atualmente, isso só é possível após o trânsito em julgado.

Em relação à demissão por desempenho insuficiente, os critérios ainda deverão ser estabelecidos por uma lei ordinária. A definição das regras para a demissão dos servidores em cargos que não sejam típicos de Estado também será determinada em lei ordinária.

A proposta pretende extinguir os “cargos em comissão de livre provimento e exoneração” e as “funções de confiança”. A partir daí, a ideia é que se criem os “cargos de liderança e assessoramento”, para atribuições técnicas, estratégicas ou gerenciais. O chefe de cada Poder vai pontuar os critérios para as nomeações.

A matéria também não permite a concessão de férias superiores a 30 dias pelo período aquisitivo de um ano, adicionais de tempo de serviço, licença-prêmio ou qualquer outra licença decorrente de tempo de serviço, salvo para fins de capacitação e redução de jornada sem redução de salário.

Tanto a União, como os estados, o Distrito Federal e os municípios vão poder, por meio de lei, firmar instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares.

Na avaliação de Darci de Matos, a reforma deve elevar a capacidade de investimento do País, aumentar a eficiência da administração pública e garantir mais qualidade para os serviços prestados à população.

“O meu compromisso, e certamente dos demais, é de que, se na comissão especial nós percebermos ou se os demais deputados nos convencerem tecnicamente de que tira algum direito adquirido, nós vamos sanar. Nós vamos trabalhar para corrigir, porque a recomendação do presidente Bolsonaro, do ministro Paulo Guedes e de nós da base, é não mexer em nenhuma vírgula dos direitos adquiridos dos atuais servidores”, defende o deputado Darci de Matos.

Fonte: Brasil

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