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Morreu na Praia: Minas vence Praia em parciais sem equilíbrio e leva título da Superliga

Sets tiveram equipes ‘sobrando’, sem muitas troca de pontos e time de BH levando maior torneio do país pela quarta vez na história

O Itambé Minas fez valer a melhor campanha da Superliga para não deixar o título da Superliga feminina de vôlei escapar e seguir em Belo Horizonte. O time da capital mineira havia sido o campeão da última temporada que foi encerrada na bola antes da edição mais recente ter terminado sem um dono em virtude da pandemia.

Nesta segunda-feira, o Minas voltou a superar o rival Dentil Praia Clube ao vencer por 3 a 2 (25/17, 13/25, 12/25, 25/18 e 15/11) para virar a série melhor de três. A torcida, certamente, se decepcionou, com um jogo de pouco equilíbrio nas parciais, que foi compensado pela definição no tie-break.

O time de BH fez a melhor campanha da fase de classificação, com apenas uma derrota, teve a liderança assegurada com grande antecedência e chegou a ter 24 vitórias seguidas na temporada, mostrando grande superioridade sobre as adversárias.

No momento mais importante da temporada, o time do técnico Nicola Negro não desperdiçou a chance de confirmar sua supremacia e não deixar tantos números positivos ficarem de lado. Em sete confrontos contra o Praia na temporada, foram seis vitórias.

Esta foi a quarta conquista do Minas na história do maior torneio do país, deixando o time de Uberlândia com uma única taça. O Minas termina o campeonato com a glória de ocupar o lugar mais alto, tendo na central Thaisa o seu grande destaque. A central foi o diferencial da equipe, ocupando a liderança em estatísticas como de maior bloqueadora e de atleta mais eficiente no ataque por várias rodadas.

A perda da invencibilidade de 24 vitórias seguidas, sofrida no primeiro jogo da série, testou o poder de reação minastenista, com o elenco respondendo de imediato para empatar o confronto e forçar o terceiro jogo. Na partida decisiva, não tinha pra onde correr, com tudo devendo ser colocado em quadra, sem uma nova chance para evitar o vice-campeonato.

O Minas ‘sobrou’ no primeiro set e teve méritos no seu sistema de jogo, com a parte coletiva sobressaindo diante de grande desempenho individual de várias jogadoras. A levantadora Macris, eleita a melhor em quadra, fez  o bloqueio praiano ‘sambar’ por várias vezes. Depois de sair na frente, o time de BH teve brusca queda de desempenho para sofrer a virada e ser forçado a buscar o empate e ir com tudo no tie-break.

A ponta norte-americana Megan Easy teve atuação de destaque com boa eficiência nos ataques, aproveitando bem o entrosamento e a velocidade da levantadora Macris. A armadora voltou a mostrar porque é a principal candidata para ser a titular da seleção na Olimpíada de Tóquio, tendo distribuição precisa, sabendo usar bem suas opções pela rede e fundo. A outra norte-americana do time, Dani Cuttino, teve temporada de afirmação.

O Praia fez boa partida, mas voltou a mostrar algumas oscilações que foram insistentes em momentos decisivos para ver o título escapar por entre os dedos.  O fato de ter o maior investimento do país e banco de reserva com atletas de nível de seleção foi insuficiente.

Brilho técnico fez falta na grande decisão

O confronto final foi atípico, sem equilíbrio algum nos três primeiros sets. Depois do Minas ‘sobrar’ na primeira parcial, nos sets seguintes foi a vez do Praia não tomar conhecimento do time de BH.

A vitória de cada time nas etapas contou com atuações irreconhecíveis do adversário, dando muitos pontos de graça e deixando a desejar para quem esperava um confronto de alto nível. Foi somente no quarto set que a troca de pontos apareceu com mais frequência.

No primeiro set, a levantadora Macris desnorteou o bloqueio praiano, deixando suas atacantes em condições muito favoráveis para colocar bolas no chão.

O Praia não parecia ter entrado em quadra, com tudo dando errado, desde o passe, passando pela distribuição e viradas de bola. Foram muitos erros de saque e pontos de graça dados para as adversárias, que passearam para sair na frente com muita facilidade.

O Praia teve outra postura no segundo set, sendo recompensado com uma parcial bem mais equilibrada e com superioridade das uberlandenses. O time do interior respondeu bem à quem imaginava que a pressão estaria abalada após um primeiro set abaixo da média, conseguindo se reencontrar e buscar o empate, se colocando de volta na decisão.

Foi a vez do Minas não virar bolas, errar além da conta e ter o teste de se recompor na parcial seguinte. O cenário do segundo set se repetiu, com o Minas irreconhecível e o Praia vindo com tudo para virar o jogo. Macris não conseguiu mais usar suas centrais como se acostumou na temporada e foi atropelado para ter um teste ainda maior no quarto set.

Na parcial em que buscava o empate, o Minas começou sem Cuttino, substituída por Mesquita, em mudança que funcionou mas, mesmo assim, foi desfeita na reta final da etapa. A troca de pontos durou boa parte da parcial, antes do Minas abrir vantagem na reta final para levar a decisão para o tie-break.

No quinto set, o Praia teve altos e baixos quando menos deveria. O Minas aproveitou para abrir importante vantagem de cinco pontos, ficando cada vez mais perto do título. O grito preso de ‘campeão’ foi solto pela equipe da capital ao conseguir administrar a diferença em duelo que sentiu falta de qualidade técnica, mas que sobrou em emoção e imprevisibilidade.

Escalações:

Minas: Macris, Cuttino, Gattaz, Thaisa, Megan, Pri Daroit e Leia. Entraram: Pri Heldes, Kasiely, Mesquita. Técnico: Nicola Negro

Praia: Claudinha, Martinez, Walewska, Carol, Fê Garay, Michelle e Suelen. Entraram: Mari Paraíba, Anne, Monique, Rosane. Técnico: Paulo Coco.

Arbitragem: Débora Santos e Flávio Campos

Confira aqui a comemoração no final do jogo.

Portal: O Tempo.

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