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Na contramão de novo recorde, Triângulo Norte tem queda nas mortes por Covid

Minas Gerais registra nesta quarta-feira (31) o quinto recorde seguido na média móvel de mortes confirmadas por Covid-19, com 262 óbitos registrados por dia ao longo da última semana, segundo o Termômetro da Covid do portal O TEMPO (veja o gráfico e entenda a metodologia abaixo).

O aumento no indicador é de 52% na comparação com duas semanas atrás, reflexo de um total acumulado de 1.835 mortes confirmadas no Estado apenas nos últimos sete dias.

Na contramão da escalada, a macrorregião de saúde do Triângulo Norte é a única com tendência de queda consolidada neste momento. A média de mortes em Uberlândia e arredores caiu 21% em duas semanas, de 40 para 31 vítimas diárias nos últimos sete dias.

Este é um dos índices positivos que justificaram a progressão do Triângulo Norte da Onda Roxa, a mais restritiva, para a Onda Vermelha do programa Minas Consciente a partir da próxima segunda-feira (5). Nas outras 13 macrorregiões, as medidas de isolamento mais duras foram prorrogadas pelo menos até 11 de abril.

O Triângulo Norte havia sido a primeira região submetida à fase mais restritiva, no início de março. “Essa diminuição de casos positivos permite queda na incidência e, consequentemente, na ocupação na rede hospitalar e, por final, nos óbitos. É o que se espera da Onda Roxa”, afirmou o secretário adjunto de Saúde, André Luiz Moreira dos Anjos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), foram observadas ainda no Triângulo Norte reduções de 18% na taxa de incidência nos últimos 14 dias e de 14,04% para 6,42% nas internações por Covid-19 nas últimas três semanas.

Alerta

As outras áreas do Estado, por outro lado, ainda não apresentaram quedas consistentes na média de óbitos ou na ocupação de leitos. O governador Romeu Zema destacou que o momento ainda é difícil e pediu cautela à população.

“Tivemos mais uma semana de recordes, tanto no Brasil quanto em Minas. Infelizmente, os números estão subindo na maior parte das regiões. Seguimos com os esforços para ampliar leitos, apesar da falta de recursos, principalmente humanos, e, mais recentemente, de insumos. Contamos com o apoio da população para superarmos essa fase o quanto antes”, afirmou.

Média de casos

O monitoramento baseado nos dados da SES-MG mostra que o ritmo de expansão da doença em Minas Gerais se mantém bem próximo ao mais alto já registrado, com em média 9.988 novos casos confirmados diariamente ao longo dos últimos sete dias.

Este índice representa um total de 69.919 pessoas diagnosticadas no período e um aumento de 32% na comparação com duas semanas atrás.

 

Veja os detalhes da sua região e leia a metodologia abaixo:

Triangulo do norte


Para melhor interatividade e visualização, recomenda-se o acesso com um computador ou tablet.

Monte Alegre de Minas

ENTENDA O GRÁFICO

Termômetro da Covid apresenta a evolução da média móvel de novos óbitos e casos confirmados nos últimos sete dias e tem como parâmetro de comparação os mesmos dados registrados há duas semanas.

Se a média dos últimos sete dias superar em mais de 15% o valor de duas semanas atrás, então a situação observada é de crescimento acelerado. No outro oposto, uma redução superior a 15% representa desaceleração. Se a variação for de até 15% para mais ou para menos, a média se encontra em um nível de estabilidade.

O uso da média móvel se justifica pela grande oscilação das notificações entre os diferentes dias da semana. Ela fica muito clara quando se observa a variação em feriados, fins de semana, segundas e terças-feiras, devido ao represamento dos testes nos laboratórios ou a atrasos nos registros pelas prefeituras, por exemplo. Desta forma, a média móvel mostra tendências mais consistentes do que os dados diários.

Já a janela de duas semanas para comparação se explica pelo tempo médio de ação do vírus e de demora seja no processamento de exames ou na divulgação dos resultados nos sistemas utilizados pelas prefeituras e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG).

Esta é a mesma metodologia utilizada, por exemplo, pelo jornal The New York Times.

Os dados são provenientes dos boletins epidemiológicos da SES-MG e referem-se aos municípios de residência dos pacientes. Isso explica eventuais números negativos, uma vez que os casos podem ser revisados ou “transferidos” de cidade.

Os registros são detalhados por município e agrupados por microrregião e macrorregião, conforme a organização do SUS (Sistema Único de Saúde). Essa definição é importante, pois leva em conta a estrutura da rede assistencial. Caso uma cidade tenha números baixos, isso não significa necessariamente uma situação confortável, pois a maioria dos municípios (91%) não possui leitos de alta complexidade (UTI) e precisa transferir os pacientes mais graves para os polos micro e macrorregionais.

Fonte: O tempo

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