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Santa Casa de Araguari bloqueia 10 leitos de UTI por falta de profissionais e medicamentos para intubação

Para racionar o estoque, a unidade tem utilizado remédios com período de sedação mais curto. Os medicamentos mais eficazes estão sendo guardados para momentos mais graves.

Dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram bloqueados pela Santa Casa de Araguari, devido à falta de profissionais e de medicamentos do ‘kit intubação‘. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (15) pelo diretor da unidade, Danilo Carvalho, em entrevista.

 

A situação é tão grave que o estoque de sedativos e bloqueadores intramusculares deve durar somente até esta sexta-feira (16). Com o bloqueio, 20 das 30 UTIs permanecem em funcionamento, sendo que 16 estão ocupados atualmente.

De acordo com a Secretária de Saúde, Soraya Ribeiro de Moura, a Prefeitura está atuando junto ao Estado e a União para solucionar o problema, e negocia a contratação de leitos na rede particular .

O hospital é o único que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade e é referência para outros oito municípios da região. Araguari está inserida na Onda Vermelha do plano Minas Consciente.

Bloqueio de leitos

 

De acordo com a direção da Santa Casa, com as UTIs bloqueadas haverá uma pausa no repasse do Ministério da Saúde para a manutenção dos leitos, até que a situação seja normalizada. Casos os leitos fossem desativadoseles seriam desabilitados e quando a situação fosse normalizada, precisariam passar novo processo de habilitação.

Para realizar o bloqueio, os pacientes que já tinham condição de receber alta médica foram liberados para finalizar o tratamento em casa. Já os casos que necessitavam de acompanhamento direto, mas com melhores condições de saúde, foram encaminhados para o Hospital de Campanha, que conta com leitos de enfermaria com auxílio de respiradores de baixo e médio fluxo de oxigênio.

Em entrevista ao MG1, o diretor da unidade, Danilo Carvalho, explicou que os medicamentos rocurônio, pancurônio, propofol, cetamina polimixina estão em falta. O hospital afirmou que tenta comprar os medicamentos diretamente com as empresas farmacêuticas, mas a compra não foi efetivada.

“Estamos há 15 dias sem conseguir comprar os medicamentos para realização e manutenção da intubação. A situação de momento não é financeira, pois os repasses do Ministério da Saúde e da Prefeitura estão em dia, o que não conseguimos é efetivar a compra”, disse Carvalho.

 

Para racionar o estoque dos sedativos e bloqueadores, a unidade tem utilizado remédios com período de sedação mais curto. Os medicamentos mais eficazes estão sendo guardados para momentos mais graves.

“Se entrarmos numa situação de não ter os medicamentos e não conseguir compra-los, podemos ter a situação de pacientes que estarão acordados e utilizando o ventilador ou de pessoas que não poderão ser intubadas e acabarem morrendo por não ter acesso correto”, pontuou o gestor.

 

Estoque de medicamentos da Santa Casa de Araguari — Foto: Santa Casa de Araguari/Divulgação

Estoque de medicamentos da Santa Casa de Araguari — Foto: Santa Casa de Araguari/Divulgação

Alternativas

 

Na tentativa de solucionar o problema, a secretária de Saúde de Araguari, Soraya Ribeiro de Moura, afirmou que a Prefeitura tem atuado em duas linhas. A primeira foi definida em reunião com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e prevê a negociação com hospitais particulares para a contratação de Unidades de Terapia Intensiva para atendimento via SUS.

“Estamos em negociação com hospitais particulares e tivemos algumas conversas para ver se conseguimos contratar leitos. No momento, estamos conversando com o Hospital Santo Antônio sobre a possibilidade da contratação UTIs”, afirmou Soraya.

 

Ainda segundo a secretária, a Prefeitura também trata a situação diretamente com o governo do Estado e o Ministério da Saúde. No entanto, ainda não houve definição sobre o caso.

Falta de profissionais

 

Outro problema enfrentado pela Santa Casa de Araguari é a falta de profissionais para atuarem no setor de UTIs destinadas a pacientes com Covid-19. A unidade está com processo de contratação aberto, porém, não conseguiu preencher as vagas ainda.

Conforme Danilo Carvalho, os salários ofertados pelo hospital são os mesmos pagos a profissionais que atuam em hospitais em Uberlândia. O pagamento para cada plantão médico de 12 horas é de R$ 1,2 mil.

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