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Trajetória de artistas negros de Ituiutaba é retratada em websérie

Estreia do projeto ‘Voz Preta’ ocorre na noite desta quinta-feira (15/04)

Iniciativa que retrata a história de cinco artistas negros da cidade de Ituiutaba, a websérie “Voz Preta” será lançada nesta quinta-feira (15/04), às 19h. O projeto é de responsabilidade da organização não-governamental Vânia Lafit, juntamente com a Associação Baobá e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Uberlândia (NEABi Pontal/UFU).

Dividida em cinco episódios, com duração de 10 a 15 minutos cada,  a websérie será exibida semanalmente, por meio de três redes sociais:Facebook, Instagram e YouTube. De acordo com a professora Luciane Ribeiro Dias Gonçalves, do curso de Pedagogia e cordenadora do NEABi Pontal, “esta obra exibe a trajetória de cinco artistas negros que residem em Ituiutaba e intercalam o trabalho com suas vivências, promovendo a proliferação da arte e cultura negra, por meio dos debates que permeiam educação, arte, cultura, relações étnico-raciais, sexualidade e gênero”. Ela frisa que as gravações foram realizadas ano passado, com equipe reduzida e seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19 recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, além dos protocolos locais; tudo para garantir segurança a todos os envolvidos.endações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, e Protocolos locais, garantindo segurança a todos os envolvidos”, destaca.

 

Cenas de gravação da websérie. (Fotos: Arquivo pessoal)

A produção se deu por meio do edital do Concurso-Prêmio Ituiutaba de Conexões Culturais – Manifestações Culturais e Audiovisuais de 2020. “É uma forma de constituir um importante espaço educativo, ao quebrar obscurantismos, mostrando outros sentidos e, sobretudo, construindo outras possibilidades e perspectivas para o povo negro, contribuindo com a formação identitária no aspecto individual, dentro da coletividade e particularidades das vivências e violências direcionadas ao povo preto e LGBTQIA+”, aponta a docente do Campus Pontal.

À frente desse trabalho, atuando como diretores, roteiristas e produtores artísticos, estão os representantes de cada uma das instituições: Luiz Gustavo de Souza Araújo (Luiza Araújo), presidente da ONG Vânia Lafit e estudante de Geografia da UFU; e Marcelo Vitor Nogueira Rodrigues, acadêmico de Matemática e presidente da Associação Baobá; além da professora Luciane Gonçalves.

Vânia Lafit

De acordo com Araújo, “esta ONG é uma inciativa que surgiu em meio às demandas do público LGBTQIA+ da cidade de Ituiutaba e região, na busca por representatividade e lugares de espaço de afetividade. O movimento inicial aconteceu como parte das discussões ligadas às pessoas LGBTQIA+ negras que sofrem com a dupla exclusão e ausência de referências positivas para a construção de sua identidade individual e coletiva.”

A Vânia Lafit também possui perfis no Facebook e no Instagram e canal no YouTube. Promove ações educacionais com temáticas ligadas a questões como educação, transexualidade, travestilidade, negritude, feminismo e cultura. “O objetivo é promover espaços de resistência, com enfoque nos debates e ações culturais e educacionais que discutam as demandas da população LGBTQIA+, buscando o aquilombamento e construção de uma identidade positiva da pessoa LGBTQIA+ na sociedade”, finaliza a presidente.

 

Associação Baobá

A proposta desta entidade é uma junção do desenvolvimento de trabalhos de docentes, discentes e agentes culturais e militantes, que atuam há mais dez anos, na busca por promover uma política cultural igualitária e inclusiva, contribuindo para a valorização da história e das manifestações culturais e artísticas negras na cidade de Ituiutaba, bem como em sua micro e mesorregião. De acordo com o presidente, Marcelo Vitor Nogueira Rodrigues, “os principais focos são no combate ao racismo, xenofobia, homofobia, transfobia e todas as formas de preconceito introjetadas”.

Luciane Gonçalves complementa: “A associação busca instrumentalizar negros, negras, jovens e adultas, ‘cis’ e ‘trans’ para o enfrentamento ao racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia e todas as formas de opressão correlatadas. A Baobá atua nos espaços públicos, na defesa e ampliação dos seus direitos, da democracia, da justiça e pelo bem viver.”

Tanto a Vânia Lafit quanto a Baobá desenvolveram ações como coletivo durante todo o ano de 2020 e se institucionalizaram como organizações não-governamentais no último mês de dezembro. A UFU participa de ambas, por meio das parcerias estabelecidas pelo NEABi Pontal, que é composto por um grupo de professores e estudantes que realizam estudos e pesquisas voltados à educação para as relações étnico-raciais.

 

CONFIRA O TRAYLER AQUI

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