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Trecho da BR-364 entre Frutal e Planura começa a ser recuperado

Motoristas de Monte Alegre de Minas que viajam para Barretos com frequencia gostaram da notícia.

Usuários aguardavam obras há pelo menos três anos. MPF havia recomendado ao Dnit a manutenção, após vistoria da PRF, que apontou pista com ondulações, buracos e falta de sinalizações vertical e horizontal.

Um problema que se arrastava desde 2018, pelo menos, começou a ser solucionado nesta segunda-feira (19). A Frutal GSV Construtora, vencedora da licitação do Governo Federal, iniciou o trabalho de recuperação da BR-364, entre Frutal e Planura.

No início de fevereiro, moradores de Frutal e região realizaram uma manifestação pedindo reparo imediato da rodovia. As melhorias do local são reivindicadas pelos usuários, pelo menos há três anos.

Em 2020, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a recomendar ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que recuperasse a rodovia.

Na manhã desta segunda-feira, a empresa deu início ao trabalho de limpeza do trecho. No cronograma imediato está previsto, na sequência a operação tapa-buraco. Já os pontos mais críticos vão receber um novo pavimento.

Manifestantes na BR-364 em Frutal — Foto: Isabela Chagas/G1

Manifestantes na BR-364 em Frutal — Foto: Isabela Chagas/G1

Entenda o caso

 

Em outubro de 2020, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que iniciasse a adoção de providências efetivas para a recuperação, manutenção, conservação e sinalização horizontal e vertical da BR-364, no trecho entre o Km 0 e o Km 40, no município de Frutal.

De acordo com o MPF, pelo menos desde 2018, esse trecho apresenta ondulações, buracos e falta de sinalização vertical e horizontal.

“O precário estado de conservação e as condições inadequadas de tráfego nesse segmento da BR-364 têm colocado em perigo a vida, a integridade e o patrimônio dos usuários, sendo de extrema necessidade a sua recuperação e manutenção”, afirmou na época o procurador da República em Uberaba Thales Messias Pires Cardoso.

Situação atestada pela PRF

Em maio do último ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), após vistoria realizada no local a pedido do MPF, manifestou-se no mesmo sentido: de que situação daquele trecho da rodovia compromete a segurança viária. A PRF ainda informou que, embora tenham sido feitas diversas solicitações ao Dnit alertando para a necessidade de obras de reparação e manutenção no local, não foi dada qualquer solução efetiva para o problema.

“Alguns serviços emergenciais até foram executados, como cobertura dos buracos, no entanto, foram medidas extremamente paliativas, de curta durabilidade, não proporcionando uma solução de reparo mais efetivo”, destacou o chefe da Delegacia da PRF em Uberaba.

Pontos de atenção

O relatório da Polícia Rodoviária Federal indicou muitos pontos críticos, como a Ponte Gumercindo Penteado sobre o rio Grande, em que foram verificados, além da ausência de 15 metros de guarda-corpo; buracos de menor e de maior profundidade, alguns deles com mais de 1,2 m de extensão; e ausência de sinalização horizontal de divisão de fluxos. Na pista de rolamento da rodovia, os agentes da PRF encontraram buracos ainda maiores, um deles com 3,30 m de diagonal.

O relatório também apontou que, em alguns locais, o revestimento asfáltico praticamente desapareceu; a sinalização horizontal delimitadora da faixa de rolamento e do acostamento da rodovia é praticamente inexistente em todos os 40 km do trecho, e “a maior parte da extensão do meio-fio está danificado/ausente, encoberto por terra e vegetação, além de a sarjeta, em ambos os sentidos, se encontrar tomada por detritos que, em caso de ocorrência de chuvas, vão prejudicar o escoamento da água e a drenagem do pavimento da via”.

Para o procurador da República, “o fato de se tratar de um trecho de apenas 40 km não significa que deva ser preterido no planejamento do Dnit, pois se trata de um percurso de intenso fluxo de veículos e de rota de ligação entre vários municípios da região”.

Fonte G1

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1 Comentário

  1. Em menos de 1 ano já está em estado deplorável de novo. Motoristas arriscando a vida e tendo altos prejuízos com quebra dos carros e pneus estourados.
    Será que o serviço não tem garantia? Será que alguém validou e deu aceite nessa recuperação horrível? Será que ninguém com poder para resolver isso vai tomar alguma ação? Quem contratou o serviço será que passa por ali para ver como está e ver o dinheiro público jogado fora?

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